Sid Meier’s Civilization VI – Review

Civilization sempre foi uma série muito bem feita e cativante, seus jogos são sempre referenciais no gênero estratégia e é o principal do estilo “Estratégia em Turnos”. A complexidade do jogo enquanto tenta reproduzir o nascer e alvorecer de uma grande civilização é muito impressionante, mais ainda por conseguir fazer essa mecânica ser atraente e divertida, e além disso, ele consegue te prender por horas e horas na frente do computador.

Eis então que chegamos ao sexto jogo da série Civilization, desenvolvida pela Firaxis Games e publicada pela 2K Games, que como de costume leva o nome de seu criador Sid Meier no título. O jogo mantém toda a fórmula dos já conhecidos games do estilo que ele mesmo ajudou a estabelecer, o famoso gênero 4X, onde cada X representam os termos em inglês “eXplore, eXpand, eXploit and eXterminate” (eXplorar, eXpandir, eXplorar e eXterminar). O jogo realmente pode ser explicado dessa maneira, você funda uma cidade, o berço da sua civilização, explora a região em busca de conhecimento da área e recursos. Em um determinado ponto você começa a fundar outras cidades para conseguir continuar crescendo e obter recursos diferentes que irão te trazer novas possibilidades. Então você explora esses recursos que conquistou e com eles continua evoluindo e avançando a sua civilização em tecnologia, cultura, religião e militarmente. Por fim você acaba tendo que enfrentar inimigos bárbaros independentes ou mesmo outras civilizações como a sua, que muitas vezes não irão querer manter a paz e cooperar com você, então chegamos ao “exterminar”, pois mesmo que não queira fazer guerra, você terá que lidar com a ameaça momentânea a fim de manter a sua civilização viva.
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Ainda falando sobre os 4X do gênero, um dos grandes valores da série Civilization é que nele não necessariamente precisamos chegar até o último X, o “exterminar”, pois o jogo te proporciona diferentes modos de vencer o jogo que não sejam pela guerra e dominação dos seus adversários. Você pode vencer uma partida em 5 condições, são elas Cultura, Ciência, Religião, Dominação e por último por pontuação baseada em todos os aspectos da sua civilização, onde quem possuir a maior pontuação ao final dos turnos pré-determinados vence.

Para vencer pela cultura, você deverá ter uma civilização que incentiva as artes e que possui grandes construções culturais e políticas. Possuindo isto, ocasionalmente você irá fazer surgir grandes pessoas na sua civilização, como um grandes músico ou um grandes artista. Essas personalidades irão compor sinfonias que serão ouvidas pelo mundo ou pintar uma obra-prima que será exibida em seu museu ou palácio, com isso fazendo crescer o turismo e atraindo pessoas de fora para conhecerem mais da sua cultura. Ou seja, podemos ver como este jogo vai além em questão de possibilidades e ainda tentando manter-se fiel a um contexto mais real de um desenvolvimento de civilização do nosso mundo real.

A vitória por ciência envolve o desenvolvimento e investimento de pessoal e esforços para a descoberta de novas tecnologias, com isso avançando na imensa árvore de tecnologias do jogo, onde é possível ir desde a descoberta do barro e canais de água até a robótica e lançamento de satélites no espaço. Você vai então evoluindo nas eras, passando da era clássica até a era moderna, seu objetivo final é obter tecnologia, recursos e conhecimento para então vencer a corrida espacial e estabilizar uma colônia em Marte.

Árvore de tecnologia no início do jogo.

Árvore de tecnologia no início do jogo.

A novidade no sexto jogo é a possibilidade de vitória pela religião, antes vimos a implementação da religião em Civilization V na expansão “Gods and Kings”. Dessa vez no jogo original já temos a religião bem mais trabalhada, assim como a cultura e rotas comerciais que só foram implementadas e aperfeiçoadas na segunda expansão do quinto jogo, “Brave New World. Você vai desenvolvendo locais sagrados e o povo então funda um panteão, uma religião mais básica no caso do jogo. Você tem a possibilidade de escolher as características dessa religião, isso lhe garante alguns bônus muito importantes para o desenvolvimento da sua civilização, por exemplo, o “deus da caça” lhe fornece um bônus de alimento para cada terreno com animais. As possibilidades são muitas e você pode adequá-la ao seu cenário e estratégia de jogo. Ao conseguir níveis mais altos de fé, ocasionalmente um grande profeta irá surgir, com ele então uma grande religião será formada, onde novamente você determina os parâmetros que irão fazer a sua composição. Em uma verdadeira batalha de fé, disputando o número de fiéis e seguidores entre as cidades, até atingir o topo como a religião dominadora.

A vitória por dominação é a tradicional vitória pela guerra. Construa uma civilização com políticas e bases que visam a parte militar e desenvolvimento de armas e novas tecnologias para o combate. Comece expandindo e batalhando com os bárbaros que aparecem pelo mapa, e acredite, estes bárbaros costumam dar muito trabalho nos primeiros turnos, atrasam bastante o seu jogo. Em seguida vá conciliando o desenvolvimento tecnológico e de produção enquanto aumenta o seu exército, e quando então estiver preparado, vá a guerra e derrube as outras civilizações. Já a vitória por pontuação é um placar que conta todos os seus índices nas diversas áreas da sua civilização até os turnos acabarem. Esses turnos podem ser determinados na preparação da partida, e quando então as rodadas acabam, vence aquele que obteve maior equilíbrio e evolução na corrida pelo desenvolvimento.

A questão artística do jogo é excelente, a estética do gráfico onde o mapa parece um pergaminho que você vai explorando, como as antigas cartas de navegação ou mapas antigos, é bem bonito, os modelos são mais detalhados e os cenários também. A trilha sonora é envolvente como sempre, reproduzindo músicas e instrumentos tradicionais de cada povo característico. Destaque para a música “Scarborough Fair”, uma canção tradicional inglesa que é tocada quando se está na área da Rainha Vitória, a líder inglesa.

Mapa durante o jogo

Mapa durante o jogo

O jogo conta com muitas novidades como citado, uma adição interessante são as políticas de governo que podem ser modificadas e desenvolvidas com tempo, que lhe proporciona novas estratégias para gestão de recursos e governo conforme você as descobre. Além da árvore de tecnologia já conhecida, você agora também tem a árvore cívica, onde então descobre essas novas políticas militares, econômicas ou diplomáticas que irão compor o seu governo atual. Outra mudança são os trabalhadores do jogo que agora são limitados por três construções para então desaparecerem. Algo diferente também é o fator moradia nas suas cidades que é diretamente influenciado pela água disponível no território da cidade. A sua população cresce até esse limite habitacional e então você tem que tomar medidas para lidar com esse problema e construir novas habitações para continuar o crescimento e evitar problemas na sua população. Agora também existe a adição de distritos na cidade que devem ser construídos dentro de seu território. Não podia deixar de citar também que a civilização do Brasil com o líder Dom Pedro II está presente no jogo.

Sid Meier’s Civilization VI é um jogo incrível, possui tons de complexidade e possibilidades que recriam os passos das civilizações reais conforme conhecemos em nossa história, é muito interessante ver o desenvolver das civilizações e questões sociais na qual se envolvem. O mais legal é você participar e ver de perto isso tudo. É um jogo muito educativo, com várias citações de filósofos, cientistas ou artistas de nossa história, e se estiver aberto ao jogo, você irá aprender muita cultura e conhecimento real. Apesar disso tudo ele consegue ser muito divertido e viciante, mantendo firme aquela frase de “vou jogar só mais um turno”, quando então você se der conta, já estará amanhecendo o sol na sua janela e você ainda está compenetrado dentro daquele mundo de maravilhas e guerras épicas.

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Assista aqui ao trailer de anúncio do jogo:

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Matheus dos Santos

Trabalha como Controlador de Tráfego Aéreo (não é aquele cara com os bastões na pista!) no mundo real. Mas também possui várias facetas, TeteusGamer, Teteus Snake, o ícone do The Voice, o grande Mater Chef brasileiro, são apenas alguns de seus títulos. Joga video games desde que se lembra por gente, começou pelo saudoso Atari e sempre acompanhando com amor cada geração de perto até hoje. Absorve todo o tipo de conteúdo nerd como games, filmes, livros, séries, animes e HQs. Apenas um jedi, discípulo de Tolkien aguardando a carta de Hogwarts e que ainda espera o Link falar em um jogo.


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