Será lançado o romance “Do osso ao pó”, de Júlio Menezes

Haverá uma sessão de autógrafos do livro acontece dia 13 de dezembro, terça-feira, a partir das 19h30, no Bar Cemitério de Automóveis, em São Paulo.

O romance “Do osso ao pó”, de Júlio Menezes, compõe um relato dos anos 1980, “a década perdida”, em uma São Paulo indiferente às desgraças alheias. 

São Paulo, início ao fim dos anos 1980. Esse período culturalmente singular da história brasileira vira personagem na narrativa de Do osso ao pó. A tal “década perdida” é palco das maiores perversões possíveis, e todos aqueles que continuam a sustentar seus vícios noite após noite sentem-se como sobreviventes. Cocaína, diversão, ódio, afetos, tudo pode acontecer nos inferninhos do centro da cidade.

No início da sua vida adulta, Eduardo Conde vê tudo sair do controle após se envolver com as drogas e o crime – e toda sorte de pessoas que esses dois elementos trazem consigo. Ele é um homem introspectivo e apático que possui algumas fixações: a obsessão pelos ossos humanos, especialmente os de Aninha, e a ideia de que qualquer pessoa pode cometer um assassinato apenas desejando a morte do outro – até mesmo dos entes queridos – sem sujar as próprias mãos.

À beira do precipício e sob os efeitos colaterais de uma vida regada a excessos, o anti-herói vai se encontrar com seus fantasmas, sem esperanças de chegar a um bom destino. De aliados circunstanciais a amigos verdadeiros, o autor compõe personagens que contracenam com Eduardo em sua jornada de fracassos. Ele parece arrastar todos a sua volta com seu ímã inato para as mais sortidas desgraças. “Por essas e outras é que Amélia costumava dizer que ‘a gente só não faz verbo intransitivo’. A gente não faz chover, acontecer, nevar e não doemos e nem transbordamos. Quanto àquilo que for transitivo, direta ou indiretamente, somos capazes de tudo; matar, esquartejar, torturar, mentir… Sobretudo mentir.”

Sobre o autor

Júlio Menezes, em seu segundo romance, compõe em Do osso ao pó um relato da cena underground de uma grande cidade, na melhor tradição de autores como Pedro Juan Gutierrez. O leitor entra de cabeça no clima paranoico de suspense, crime, sexo e violência, sem chance de retorno. É fotógrafo de publicidade há mais de 20 anos e seu trabalho foi exposto em salões no Brasil e na Itália. Foi colunista da revista Riders. Gasolina é seu primeiro romance.


Vanessa Reis

Conhecida como Van, Ban, Vanzinha é concurseira de plantão, e treinadora Pokémon quase em tempo integral. Portadora do poderoso martelo do Banhammer e a sétima integrante no meio dos Cavaleiros da zoeira apocalíptica. Apaixonada por vídeo games desde a infância com seu Atari, Super Nintendo, Mega Drive, Master System e Sega Saturn. Atualmente fã de carteirinha de Pokémon, amante das aventuras de Lara Croft em Tomb Raider e derrete-se pela beleza de Nathan Drake em Uncharted. Jogos de terror ocupa sua preferência como um de seus gêneros favoritos como Resident Evil, Outlast, Five Nights at Freddy’s além de escolher os jogos de terror e atormentar o Caio Nobre para jogá-los. Jogos de histórias apaixonantes e bizarras de RPG Maker como To The Moon e Corpse Party também tem um espaço especial no seu coração. Amante da leitura, desde o romance até aventura, principalmente pelas obras de C.S. Lewis e Tolkien, onde aguarda uma oportunidade de visitar Nárnia e a Terra Média. Presente em todas as livestreams do canal, foi treinada no exército da zoeira do Meia Lua e quando seu martelo poderoso está em ação ele não erra seu alvo.


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