“Pokémon, o filme 20: Eu escolho você” – REVIEW

Nos dias 5 e 6 de Novembro nos cinemas selecionados (Cinépolis e Cinemark) foi exibido “Pokémon, o filme – Eu escolho você” em sessões especiais, onde os fãs puderam acompanhar de perto o início da Jornada de Ash Ketchum, treinador Pokémon da cidade de Pallet em busca de seu sonho de se tornar um Mestre Pokémon.

Vou dividir esse review com a parte sem spoilers mas com alguns pontos importantes e outra parte com spoilers onde contarei todo o filme.

 

Minhas impressões sobre o filme (sem spoilers)

“Pokémon, o filme – Eu escolho você” foi dirigido por Kunihiko Yuyama e escrito por Shoji Yonemura, foi promovido pela Pokémon Company e desde Pokémon 4ever – Celebi: o viajante do tempo, não se via filme Pokémon nos cinemas brasileiros. (Obrigada Fathom Animation!)

Eu sou uma fã da franquia Pokémon. Acompanho há muitos anos, jogo os games e entendo o significado de 20 anos de história.

Quando você assiste um filme que reconta a história de um personagem, é bem importante que você vá com a mente aberta. Mas o fã precisa muito mais que isso: mente e coração totalmente abertos.

“Pokémon, o filme – Eu escolho você” trouxe muita nostalgia a todos que compareceram. Na sessão que eu estava, se tinha 10 crianças era muito. Todos mais velhos querendo curtir a nostalgia de uma franquia que ainda conquista pessoas no mundo inteiro.

Filmes Pokémon sempre são emocionantes, mas esse foi especial. Eu tinha como preferido “Arceus e a Jóia da Vida” mas “Eu escolho você” me fez chorar muito mais pelo sentimento de nostalgia. A Pokémon Company cuidou de cada detalhe para que tudo se fechasse numa história perfeita.

O protagonismo de Ash é muito interessante durante o filme, contudo, tive bastante dificuldade de tentar absorver a nova dublagem para ele. Achei que faltou um pouco mais de emoção na dublagem do Ash, mas Charles Emmanuel fez um bom trabalho. No mais, a dublagem dos demais personagens do filme ficou fantástica

A qualidade da animação foi espetacular. É muito difícil recontar a história de um treinador em uma franquia que tem 20 anos em 1h30 mas o trabalho que foi feito ficou impecável,  bem como a trilha sonora traduzida para o Brasil ficou muito bonita e bem trabalhada durante todo o filme.

Todos os personagens do filme são muito carismáticos. Eu achei que a ausência da Misty e do Brock fariam muita diferença, mas foi ao contrário. Nem por isso deixaram de ser lembrados. Mas a querida Equipe Rocket estava ali, marcando presença e sempre decolando de novo.

A presença do lendário Pokémon Ho-Oh foi muito importante, pois era um dos poucos lendários que não teve um foco da história para ele nos filmes anteriores.

A nota para o filme na minha opinião é 10. Não se via uma produção desse nível a muito tempo. A qualidade está maravilhosa e recomendo a todos que assistam.

A Copag distribuiu a todos os espectadores a carta especial do Pikachu com o boné do Ash do filme mais o código para pegar no jogo Pokémon UltraSun e UltraMoon que foi lançado dia 17/11, valeu a pena cada minuto ali compartilhando de 20 anos de uma franquia maravilhosa.

 

MINHA OPINIÃO SOBRE A FALA DO PIKACHU NO FILME

Houve uma manifestação negativa de algumas pessoas (não fãs) sobre o Pikachu ter falado no filme.

Pokémon sempre falaram. Não todos, mas durante a história da franquia, alguns Pokémon se destacaram por falarem.

O primeiro e mais conhecido é o Meowth da Equipe Rocket. Ele fala e sempre traduz o que alguns Pokémon estão falando, principalmente em momentos críticos dos filmes, como por exemplo o filme anterior “Volcanion e a Maravilha Mecânica”, onde ele traduziu o sofrimento da Magearna sendo tomada pelo poder das sombras.

Pokémon lendários e míticos também se comunicavam através de telepatia: Mewtwo, Lugia, Entei, Jirachi, Manaphy, Darkrai, Shaymim, Arceus… Pokémon comuns também falaram: Gastly (episódio 20) Lapras, através de telepatia (episódio 65), Slowking (Filme “Pokémon 2000”), Lucario (Filme “Lucario e Mistério de Mew”), Chatot (episódio 459)…posso fazer uma relação de episódios de pokémon que se manifestavam através da fala.

Fora a Diantha, campeã de Kalos que não precisava dar comandos a sua Gardevoir para atacar. Com o olhar Gardevoir entendia o que sua treinadora queria sem soltar uma palavra sequer.

Ash e Pikachu sempre tiveram um vínculo muito forte. Pra quem acompanha de verdade a franquia sabe que Ash conversa com Pikachu e sabe exatamente o que ele quer sem o Pikachu falar o “idioma humano”. A cena do Pikachu do filme apenas refletiu aquele vínculo entre os dois e foi muito emocionante para os fãs da franquia. Durante todo o tempo de caminhada com o Ash era óbvio o amor do Pikachu por ele, mas essa cena refletiu em palavras o sentimento dele por seu amado treinador.

 

PLOT E HISTÓRIA DO FILME (com spoilers)

Como a maioria sabe, Ash acordou atrasado para comparecer ao laboratório do professor Carvalho para escolher seu inicial, dentre eles Bulbassaur, Charmander e Squirtle, contudo, outros treinadores  já haviam passado e pegado cada um deles. Só restava um: um Pokémon elétrico chamado Pikachu, que era inicialmente muito difícil de lidar. E assim começou a jornada do jovem treinador.

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Com início emocionante, tocando a música clássica do anime, todos os espectadores cantaram em coro dentro do cinema.

Vários detalhes da história do anime foram relembrados como por exemplo, a fuga do Ash e Pikachu de um grupo imenso de Spearows  durante uma tempestade e o Pikachu mostrando sua força exibindo o famoso Choque do Trovão e mandando embora aquele grupo feroz. Após essa cena, os céus se abriram com o arco-íris e o Pokémon Lendário Ho-Oh sobrevoa, deixando cair uma de suas penas que para nas mãos de Ash. Essa pena terá um significado para o plot do filme.

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Ao invés de trazerem Misty e Brock, personagens icônicos do anime de volta, surgiram outros personagens muito carismáticos: Sérgio e Vera, que conheceram Ash graças a aparição do Pokémon Entei na floresta. Sérgio deseja se tornar um pesquisador Pokémon e Vera é filha de uma treinadora muito famosa (que mais pra frente, revelou ser Cynthia, campeã da região de Sinnoh) e tinha um Piplup.

Após conversarem, descobriram que aquele que tem nas mãos a pena de Ho-Oh é o escolhido Guerreiro Arco Íris e se conseguir colocar a pena desse pássaro na pedra Arco-Íris, terá o direito de batalhar com Ho-Oh. E Ash decide seguir sua jornada, rumo a montanha onde se encontra esse altar.

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Esse filme se destaca por não somente ter Pokémons da primeira geração de Kanto, mas todos os Pokémon de todas as regiões estavam presentes! Ash encontrou seu rival, Cruz, que se revelou ser uma pessoa muito egoísta por ter abandonado o Charmander no meio da Floresta, por entender ser ele muito fraco e tinha um Lyranroc como seu Pokémon.  Ash, cuidou do Charmander e convidou-o para seguir a jornada com ele.

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Nessa cena um novo Pokémon surgiu: Marshadow que estava observando o Ash durante sua jornada com a pena. Caso a pena parasse em mãos de um coração sombrio, a pena se escureceria. Em um determinado momento, Ash enfrentou seu rival Cruz e perdeu. Após isso, ele se revoltou e chegou até a pensar “Talvez se eu tivesse chegado mais cedo, eu teria pego um Pokémon mais forte”. Pikachu ficou decepcionado e Ash acabou sentando e dormindo encostado em uma árvore e Marshadow tomou seu sonho: Nesse sonho, Ash era um estudante e nesse ambiente, não existiam Pokémon e era tudo cinza e não se lembrava que ele tinha um grande amigo.

Nessa hora fiquei pensando que se não existissem Pokémon, minha vida não seria do mesmo jeito e refleti o quanto essa franquia alegrou a minha vida, me trouxe amigos e experiências novas. Valeu a pena ter conhecido e estar envolvida.

Não posso esquecer da Equipe Rocket sempre decolando e caindo de novo…

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Houve a cena clássica da despedida da Butterfree que me emocionou muito novamente. Detalhes nesse filme foram todos muito bem trabalhados. Trilha sonora, dublagem e a própria animação foi muito bem produzida.

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Cruz ouviu que Ash estava com a pena de Ho-Oh, e surgiu a ambição em seu coração de que ele teria o direito de lutar com o pássaro lendário.

Outro personagem surgiu nesse momento: Bonji, um pesquisador da famosa lenda do Guerreiro Arco-Íris que acompanhou nossos personagens até o destino final.

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Novamente Cruz surgiu, pedindo uma nova batalha com o Ash, com o objetivo de provar o quanto ele digno de batalhar com Ho-Oh. Durante a batalha o Charmelon do Ash evoluiu para Charizard e venceu a batalha. Óbvio que as coisas se complicaram e Cruz tomou a pena de Ho-Oh do Ash e colocou no altar, dizendo que ele tinha o direito de lutar com Ho-Oh por ser mais forte. A pena se escureceu e Marshadow surgiu, tomando a pena do altar, possuiu vários Pokémon que estavam em volta iniciando uma série de batalhas com os personagens.

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Bonji disse que a única forma de parar essa tragédia era tomando a pena da mão de Marshadow e Ash se propôs a busca-lá. Durante esse período Ash e Pikachu foram muito feridos, Charizard estava preso por um Arbok. Marshadow, direcionou todos os ataques em direção ao Ash e uma cena emocionante começou: o pedido do Ash para que Pikachu entrasse na Pokébola e o Pikachu como sempre recusou. O vínculo do Pikachu com Ash era tão forte que ele perguntou a ele o porque ele nunca queria entrar na Pokébola dele, que era a única forma dele se salvar e Pikachu soltou a frase: PORQUE…EU…QUERO…FICAR…COM…VOCÊ. Nisso os Pokémon que estavam ali atacaram e pela primeira vez na história da franquia, Pikachu entrou na sua Pokébola.

A cena foi de cortar o coração. O Pikachu conseguiu se salvar, mas seu treinador não. Só havia restado seu boné. Imediatamente após a cena, Pikachu saiu de sua pokebola já debaixo do boné do Ash e quando viu que ele tinha desaparecido, iniciou-se uma cena de drama e choro que foi sem explicação. Um choque do trovão que atingiu até Pokémon imune a ele, libertou do controle de Marshadow.

Como todo filme Pokémon termina bem, Ash foi trazido de volta graças ao próprio poder do Ho-Oh e a pena Arco-Íris foi restaurada. Ash retornou numa cena emocionante e conseguiu colocar a pena no Altar, chamando Ho-Oh e tendo o direito de lutar com ele. Antes disso, Ho-Oh restaurou a saúde de todos e fortaleceu humanos e Pokémon que estavam ali e Marshadow retornou as sombras.

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Diferente dos outros filmes, onde começa exibindo todos os Pokémon existentes, jogaram essa cena para o final e nos créditos, todos os amigos do Ash da história do Anime foram lembrados, desde Misty e Brock até a Serena.

Se você não conseguiu assistir no cinema, não fique triste. O filme será exibido no Cartoon Network no dia 08/12, às 20h e reprisado dia 09/12, às 12h no mesmo canal. Fique atento!


Vanessa Reis

Conhecida como Van, Ban, Vanzinha é concurseira de plantão, e treinadora Pokémon quase em tempo integral. Portadora do poderoso martelo do Banhammer e a sétima integrante no meio dos Cavaleiros da zoeira apocalíptica. Apaixonada por vídeo games desde a infância com seu Atari, Super Nintendo, Mega Drive, Master System e Sega Saturn. Atualmente fã de carteirinha de Pokémon, amante das aventuras de Lara Croft em Tomb Raider e derrete-se pela beleza de Nathan Drake em Uncharted. Jogos de terror ocupa sua preferência como um de seus gêneros favoritos como Resident Evil, Outlast, Five Nights at Freddy’s além de escolher os jogos de terror e atormentar o Caio Nobre para jogá-los. Jogos de histórias apaixonantes e bizarras de RPG Maker como To The Moon e Corpse Party também tem um espaço especial no seu coração. Amante da leitura, desde o romance até aventura, principalmente pelas obras de C.S. Lewis e Tolkien, onde aguarda uma oportunidade de visitar Nárnia e a Terra Média. Presente em todas as livestreams do canal, foi treinada no exército da zoeira do Meia Lua e quando seu martelo poderoso está em ação ele não erra seu alvo.


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