Pantera Negra – Crítica

Pantera Negra é com certeza um filme importante, infelizmente eu não sou a pessoa certa para analisar esta importância.

Havia uma grande expectativa do público por este filme e ele entrega.

O príncipe de Wakanda, T’Challa (Chadwick Boseman) foi apresentado em Guerra Civil, vimos a morte de seu pai, um pouco de sua personalidade e obviamente sua força como herói. Agora em Pantera Negra vemos mais sobre a cultura de seu país, suas motivações e o peso de se tornar o líder de seu povo antes do tempo.

É mais um filme de origem. É mais um filme da Marvel Studios. Sabemos exatamente o que será apresentado, os arcos dramáticos, etc. Mesmo com essa certeza o diretor Ryan Coogler (Creed: Nascido para Lutar) nos agracia com um filme emocionante, divertido, belo e equilibrado.

Wakanda é vista pelo mundo como um país africano pobre e atrasado, mas esta não é a verdade. Eles tem tecnologia mais avançada que as de Tony Stark e SHIELD. É uma comunidade secreta, reservada e próspera.

A apresentação dessa tecnologia e do equilíbrio dela com as tradições tribais é muito bem feita, nós acreditamos na mitologia e no poder mágico fornecido pelo vibranium. Tudo parece funcionar perfeitamente em nosso mundo atual.

O fechamento de Wakanda para o mundo é um assunto importante que permeia o filme, manter as aparências e o segredo fazem os personagens caminharem por trajetos muito claros, mas que em alguns momentos são questionáveis. Há peso nas decisões.

Após ver Pantera Negra, desejo ver Ryan Coogler dirigindo um filme de James Bond, pois o filme tem tudo que conhecemos como tradicional do agente 007: um cientista genial criando dispositivos incríveis e versáteis, um criminoso perigoso que precisa ser encontrado usando espionagem, perseguições e cenas de ação no meio de cidades, carros, cassinos…

É interessante ver como todos esses elementos são utilizados de forma inteligente e até parecem diferentes do que já vimos inúmeras vezes antes.

O elenco de suporte ao herói é espetacular. Personagens interessantes e complexos que são bem apresentados.

A personagem mais marcante é com certeza Okoye (Danai Gurira), uma guerreira poderosa, inteligente e leal a seu país. Suas ações, falas e opiniões são consistentes, tem peso e impactam não apenas o decorrer da estória, como faz evoluir os demais personagens.

Martin Freeman e Forest Whitaker fazem seus papeis tradicionais. Lupita Nyong’o é outra que não se destaca, não que precisasse.

Andy Serkis interpreta o louco Garra Sônica, muito divertido, e é acompanhado em suas ações criminosas por Erik Killmonger (Michael B. Jordan) um personagem bastante interessante.

Mesmo seguindo a fórmula Marvel este filme consegue ser acima da média, principalmente ao fugir do exagero de piadas e gracejos e focar na estória e no desenvolvimento dos personagens.

Pantera Negra estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira 15 de fevereiro e está disponível em IMAX 3D, mesmo que o 3D não seja espetacular, a tela gigante faz diferença.


Renato Sevegnani

Formado em Ciências da Computação, por culpa dos jogos de computador e da BBS/internet, com especialização em qualidade de sistemas e atuando com certificação de sistemas de pagamento. Chato e coerente-incoerente. Profissional em começar jogos e livros e nunca terminar a maior parte deles. Prefere uma boa estória à qualidade gráfica, jogos por turno a tempo real. Acha que FPS tem que ser com mouse e teclado e que sensores de movimento são legais. Fã de dinossauros, Nintendo, cultura japonesa, cinema, zumbis, GURPS e Vampire. Quando lendo, prefere estórias fantásticas às com base no mundo real.


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