Override: Mech City Brawl – Análise

Um jogo muito bom, mas antigo, é o clássico King of the Monsters (SNK, 1991). O jogo envolvia batalhas de monstros gigantes no meio de cidades e outros ambientes, com destruição de sobra e uma boa diversão. Agora imagine esse mesmo cenário, mas com Robôs Gigantes como aqueles vistos na franquia Gundam, esse é Override: Mech City Brawl.

Apresentação

Override: Mech City Brawl (Override) é um jogo indie de ação, desenvolvido pela The Balance Inc e distribuído pela Modus Games.

O visual de Override é atraente, os modelos dos mechas são originais, cada um com um estilo visual único. As cores do jogo são bem vivas e mesmo em momentos que a tela está cheia de inimigos é possível ver tudo com clareza.

A experiência com a interface (UI) do usuário é boa os menus não são difíceis de encontrar, não há opções escondidas do usuário ou algo assim, mas seria melhor para a imersão do jogador se fossem mais tematizados e menos genéricos visualmente.

Os displays (HUD) auxiliam bem na imersão, mas não há nada de surpreendente.

Os golpes especiais são um atrativo à parte, cada Mech com uma habilidade exclusiva em acordo com o design de cada um, mantendo a originalidade.

Visualmente Override é um jogo bem safistatório.

Gameplay

Como comentado anteriormente Override: Mech City Brawl lembra muito King of the Monsters, é divertido ver as cidades sendo destruídas enquanto você batalha, mas infelizmente tudo é completamente destruído fácil demais. A cidade de Tokyo, por exemplo, é repleta de prédios, mas se não fosse não teria graça alguma, pois como você precisa somente encostar no prédio para ele ser destruído, provavelmente mais espaço para os robôs e estruturas mais resistentes seriam uma opção mais satisfatória.

Há alguns cenários que são relativamente muito pequenos. Você vê uma montanha com grandes espadas (do tamanho da espada de Odin, em Asgard, no anime Cavaleiros do Zodíaco) e quer chegar lá, mas um escudo invisível te impede e o que lhe resta é um cercadinho. Há sim cenários bem espaçosos com locais que podem ser escalados, esses são bem divertidos e deveriam ser o padrão mínimo da proposta do jogo.

A movimentação dos robôs é boa, passa a sensação de estarmos controlando grandes e pesadas máquinas.

Os ataques seguem um padrão e nos dão uma grande liberdade de controle, permitindo brincar de forma satisfatória com combos. Contudo é necessário comentar que a jogabilidade não é muito profunda uma vez que os ataques normais são os mesmos para todos os personagens e imprecisos, as animações dos golpes básicos como soco e chute são genéricas e isso não muda mesmo quando pegamos armas no cenário, o que consequentemente atrapalha a imersão.

Conclusão

Mesmo com suas falhas, Override: Mech City Brawl é um jogo muito satisfatório. Se você procura um jogo nostálgico com cidades sendo destruídas em batalhas de grande proporção Override dá conta do serviço com um gameplay divertido e nostálgico, músicas e sons bacanas.

Este não é um jogo pra quem busca uma história “encorpada” e uma mecânica profunda, é um jogo pra quem gostava de King of the Monster e curte batalhas de robôs gigantes (Mechs).


Alan Gerardi

Ingressou no “cyber mundo” dos vídeo games aos 4 anos e jogou muito atari antes de ganhar seu primeiro Master System (lançamento da época). Tem os jogos como sua grande paixão e é atualmente formado em jogos digitais. Viu o lançamento de jogos como DoubleDragon, Altered Beast, Street Fighter II, jogou todos eles e muitos outros. Assistia Street Fighter II Victory, Fly e Dragon Ball no SBT aos sábados de manhã.


2012-2017 | Meia-Lua