Marvel Vs. Capcom: Infinite – REVIEW

Marvel vs Capcom tem sido uma franquia de sucesso desde seu lançamento em janeiro de 1998, tendo seu legado iniciado com X-Men: Children of The Atom (1994) e a “série versus” iniciada com X-Men vs Street Fighter (1996), por isso todo anúncio de um novo jogo vem acompanhado de grande expectativa dos fãs. Quando anunciado, Marvel vs Capcom: Infinity (MVCI) gerou uma certa controvérsia por conta de alterações gráficas que deixaram alguns personagens um tanto quanto … esquisitos. Mas será que isso foi um ponto tão negativo assim ou MVCI é um jogo que vai além das aparências?

Gráficos

Em Marvel vs Capcom 3 houve a grande mudança onde o jogo assumiu a estética 2,5D utilizando o sistema de Cell Shading em Marvel vs Capcom 3 e Ultimate Marvel vs Capcom 3, foi mantido um padrão de gráficos lindos, mas ainda assim os cenários repletos de informação e efeitos especiais acabavam algumas vezes poluindo um pouco a tela. Em MVCI essa questão de poluição foi resolvida com ambientes nítidos, disposição dos elementos dos cenários mais adequada, removendo a aparência de HQ e adotando um padrão “cinematic”.

Embora alguns personagens tenham ficado com uma aparência que não estamos acostumados, durante o gameplay isso é praticamente imperceptível, atrapalhado somente no modo estória, mas nem é tanto assim.

Áudio

A trilha musical de MVCI é bem trabalhada, mas não impressiona, porém a trilha sonora realmente recebeu bastante atenção, sons de materiais diversos aprimoram a experiência e proporcionam grande imersão. A dublagem está muito boa, com diálogos convincentes no modo estória e no “in game” as vozes em geral já são bem conhecidas dos fãs da série. Nas versões que foram lançadas aqui as vozes são exclusivamente em inglês, contando com vozes como Kyle Hebert(Ryu) e Travis Willigham (Thor), Briam Bloom (Capitão América) e Jhonny Young Bosch, o voice cast completo pode ser encontrado aqui.

Gameplay

Começando pelo básico, MVCI traz novamente o sistema de 4 botões de Marvel vs Capcom 2 e o sistema que possibilita usarmos “infinity gems”, presente em Marvel Super Heroes.

Retornaram com o sistema de tag com 2 personagens que não era utilizado desde Marvel vs Capcom 2 e retiraram o sistema de assistência (aquele que você chama seu parceiro ou um “striker” que surge no meio do combate, aplica um golpe e sai), no primeiro momento parece ser uma desvantagem, mas o sistema ficou excepcional já que agora é possível mudar de personagem mesmo enquanto você está levando um combo desde que tenha 2 barras de especial acumuladas.

O sistema com as “infinity gems” possibilita um número muito grande de estratégias, pois cada uma delas tem um efeito diferente, você pode: aumentar sua velocidade, prender seu oponente em um box espacial, atordoar seu oponente, recuperar sua barra de especial durante um tempo determinado (ela enche super rápido!!), aumentar sua força (fazendo com que cada golpe arremesse seu oponente contra a parede), recuperar sua vida e reviver seu parceiro.

MVCI tem também a intenção de atrair um público que não é “intimo” dos jogos de lutas e para isso traz um sistema de “auto super jumps” e um de “auto combos” que podem ser desligados no menu de controles.

O jogo contém missões para aqueles que querem aprender a realizar combos diversificados e jogar “like a pro”, um modo de treino, o modo de estória, o modo battle contendo: Arcade, 2p versus local e o modo online.

O sistema online, que sempre foi uma grande preocupação em jogos da Capcom, isso porque jogos como MVC são frenéticos e qualquer atraso na troca de informações pode fazer com que você perca uma luta sem ter chance de reagir mesmo sendo um ótimo jogador, foi muito bem trabalhado e é praticamente igual a um multiplayer local, salvo alguns momentos em que por conta do atraso da conexão (se você ou seu oponente tiver uma conexão muito ruim) ele retrocede frames para realinhar a cena, mas mesmo assim o prejuízo não é tão grande. Em questão de segundos você vai da tela de seleção de personagens para a batalha e o tempo de load é realmente curto, um modo online digno de elogios.

Conclusão

Marvel vs Capcom: Infinity é um jogo que pode lhe garantir horas e horas de diversão, muita diversão. Seu modo de história é divertido, mas não é nada além de 7,5/10. O host de personagens é bem reduzido se comparado com o jogo anterior, mas são os personagens mais jogados e dificilmente ficarão muitos personagens sobrando. Minha opinião sobre isso é que é muito melhor trabalhar bem 30 personagens de modo que fiquem balanceados e bem jogáveis a pegar um host de 50 personagens em que 20 deles são pouco usados mal balanceados e etc. Sim haverá DLCs, mas antes lançarem DLCs a lançar uma versão “ultimate” cuja diferença é a quantidade de personagens e uma leve diferença de balanceamento, acredite em mim.

Embora o jogo tenha vários personagens repetidos todos foram redesenhados e até o Ryu (your regular guy) tem golpes novos.

MVCI merece atenção e é um dos melhores, não fica atrás de UMVC3 e seu gameplay chega a ser ainda mais divertido, visto que a todo o momento é você jogando.

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Alan Gerardi

Formado em educação física, estuda atualmente Jogos Digitais na Universidade de Araraquara. Ingressou no “cyber mundo” dos vídeo games antes mesmo de aprender a escrever seu próprio nome, e tem os jogos como sua grande paixão. Viu o lançamento de jogos como DoubleDragon, Altered Beast, Street Fighter II e muitos outros. Assistia Street Fighter II V, Fly e Dragon Ball no SBT aos sábados de manhã.


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