A Iha dos Ossos Ana Lucia Merege Draco MeiaLua Review Literatura

A Ilha dos Ossos – Série Athelgard – Ana Lúcia Merege

Continuei lendo a Série de Athelgard, da Ana Lúcia Merege, com a Ilha dos Ossos

A Iha dos Ossos Ana Lucia Merege Draco MeiaLua Review Literatura

Após gostar muito de O Castelo das Águias (REVIEW) peguei para ler a sua continuação: A Ilha dos Ossos.

Para saber do que se trata, segue a sinopse da obra pela própria Editora Draco:

Após ter derrotado seu maior rival, o mago Kieran de Scyllix deseja apenas deixar para trás seu passado de guerras e segredos e ser feliz ao lado de Anna. No entanto, a sede da jovem Mestra de Sagas por conhecimento e aventura nem sempre torna as coisas fáceis para o casal.

Durante uma viagem para encontrar uma confraria de bardos, ela desaparece misteriosamente, e Kieran é obrigado a seguir suas pistas através dos pântanos e mares de Athelgard. Pelo caminho ele irá encontrar aliados improváveis – barqueiros, religiosos e uma trupe de saltimbancos – e enfrentará piratas e guerreiros, além de se deparar com seres que até então só vira em antigos livros de Magia. E a maior surpresa de todas o aguarda no destino final…

A Ilha dos Ossos, romance fantástico de Ana Lúcia Merege, é o segundo da série iniciada por O Castelo das Águias (2011) no mundo de Athelgard. Inspirado nas lendas celtas e com grande sensibilidade artística, a autora cria personagens que habitam esse mundo que parece vindo de contos de fadas, mas nem sempre com finais felizes.

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Gostaria de começar comentando sobre as diversas surpresas que tive ao ler esse livro.

A primeira delas é o narrador da história. Em O Castelo das Águias temos uma narração em primeira pessoa feita pela protagonista Anna. Já em A Ilha dos Ossos, a voz em primeira pessoa se mantém, porém na mente do Mago Kieran. Esse tipo de alteração é bem interessante quando a autora consegue mostrar as características da personagem. Ana Merege dá conta disso tranquilamente. A mudança dos livros é gritante e vale ser conferida.

A segunda surpresa é a existência do próprio livro. Achei O Castelo das Águias bem fechado e não achei que teria uma continuação, porém o encaixe da história ficou fluido.

Já a terceira surpresa foi a mudança de ambientação, algo que ajudou bastante no aprofundamento das personagens. Foi interessante conhecer mais do mundo de Athelgard, já que o primeiro livro gira bastante ao redor do castelo das águias. Principalmente ao pegar algumas das homenagens feitas às mitologias dos povos do norte.

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Um outro ponto que vale ressaltar é a forma com a qual Ana Merege conduz a narrativa e descrição em A Ilha dos Ossos. Por conta do foco ser em Kieran, é esperado um livro mais agressivo e com ações intensas. Felizmente isso é trazido, mas de forma parcimoniosa, não descaracterizando a obra. As cenas de batalha existem e têm sua relevância, entretanto são conduzidas com poucos detalhes guturais.

Os diálogos estão muito presentes, algo que sempre gostei na escrita da autora, e digo que valem a pena serem observados com mais cautela pelos minuciosos, pois se percebe e se aprende muito pelos traquejos utilizados. Cada falante é aprofundado por suas próprias palavras.

Para aqueles que leem só por diversão. muito pode até passar sem registro consciente, mas saiba que os diálogos fluidos e gostosos de ler tiveram muita influência subliminar na imagem que criou.

Em suma, quem procura uma leitura leve e intensa para se envolver, terá um prato cheio com A Ilha dos Ossos. Agora só falta ler a última obra da trilogia!

Deixo aqui meu abraço de águia e o link para o livro no site da Editora Draco.

http://editoradraco.com/2014/02/20/a-ilha-dos-ossos-ana-lucia-merege/

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Vertamatti

Seu primeiro nome é Guilherme mas isso não é lendário o suficiente, já que é descendente de Vertamus, o grande herói gales. Um dos criadores do Costelas e Hidromel, ex-engenheiro e atual jornalista/podcaster/escritor. Amante incorrigível de todas e quaisquer mitologias além de qualquer tipo de piada ou clichê. Debutou nos games com um Phantom System, achando que era o videogame original da Nintendo, e se envolveu 100% com este mundo desde então. Fã de qualquer boa história, particularmente de grandes heróis como Link, Ulisses, Hércules e Cuchuláin. Apaixonado por livros, filmes e HQs de toda sorte, escreve contos e viaja brutalmente na maionese tentando consciliar tudo que sabe das diversas mitologias e histórias da cultura pop. Sua gana por saber e ensinar lhe garantiu a fama de reencarnação de Athena nessa era, mesmo sem os longos cabelos roxos e seios fartos. Sua risada alta e fácil mantém os amigos por perto e lhe acarreta os mais diversos apelidos carinhosos (ou nem tanto…) como: Verta, Lendamatti, Saorimatti e até Thiamatti (sua deidade favorita).


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