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Ember – A Lenda de Krill – Roy Thomas

Já na capa, fui cativado por a Lenda de Krill

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Publicado pela Editora AVEC, o quadrinho tem sua estória escrita por ninguém menos que Roy Thomas (Acho que “Conan, o Bárbaro” e “Red Sonja” são carteiradas suficientes) e se passa no universo de Storm, criado por Don Lawrance.

Na Lenda de Krill, acompanhamos Ember, uma guerreira ruiva que tem seu vilarejo atacado por Rhagus, sendo levada como prisioneira junto com seu pai, sua irmã e outras mulheres do povo de Krill por conta de uma profecia.

Durante seus esforços para escapar, a protagonista conhece mais de seu passado e a história daquele reino.

Diferentemente do último quadrinho que li da AVEC (January Jones), A Lenda de Krill puxa mais para os moldes americanos. Menos quadros por páginas, maiores e mais detalhados, e menos texto, buscando uma comunicação prioritariamente visual. Tal estruturação andando em paralelo com uma estória “mitológica” dão um toque especial, me amarrando logo nas primeiras folhas.

A arte, rica em detalhes e coloração, está muito bonita e atraente até para quem não está acostumado a ler, além de trazer sangue na medida certa durante as batalhas, dando um toque mais maduro para a obra.

Logo de cara, Ember já nos mostra como esse mundo onde vive é tão complexo quanto alienígena para nós, saindo de uma aldeia numa densa floresta e chegando numa cidade construída dentro de um cânion.

Mesmo me agradando em todo esse lado visual, algo negativo me chamou a atenção. Tudo se mostrou bem proporcional e bem direcionado nos quadros, até o momento em que a heroína faz um arco. Sinceramente, fiquei com a impressão que era uma arma de brinquedo, daquelas que se ganha em parques de diversão ou festas juninas quando se é criança. Isso fica ainda mais gritante ao se pensar no tamanho de algumas criaturas enfrentadas.

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Falando um pouco sobre a narrativa. Achei interessante a forma como o narrador é apresentado, inicialmente mais distante, mas passa a impressão de que vai se aproximando da protagonista no decorrer da estória, como acontece com o leitor. Ele acabou quase se tornando um personagem periférico que conduzia todo o fio do enredo, inicialmente dando explicações mais básicas e gerais e seguindo para pontos mais profundos, inclusive direcionando o nosso olhar para detalhes percebidos por Ember.

Algumas pessoas, considerando o perfil atual, podem achar essa ferramenta como deixar explicadinho demais ou duvidando da capacidade intelectual do leitor, mas gostaria de chamar a atenção novamente de como a Lenda de Krill se posiciona bem entre quadrinhos americanos e europeus, trazendo boas características para ambos os públicos.

Apesar de seu enredo lendário, a HQ tem dois twists que são muito legais. O primeiro deles é a inversão de valores das clássicas histórias de Heavy Metal, nas quais a donzela é capturada e precisa ser salva pelo herói, uma vez que Ember é levada como prisioneira e muda seu papel para libertadora, sem necessidade de um cavaleiro externo.

O segundo twist… Bem, esse eu deixarei para vocês descobrirem lendo.

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Em suma, recomendo muito a leitura de A Lenda de Krill e aguardo ansiosamente a continuação das Crônicas da Ruiva.

Deixo meu bárbaro abraço e o link para a obra na editora!

http://aveceditora.com.br/produto/ember-a-lenda-de-krill/

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Vertamatti

Seu primeiro nome é Guilherme mas isso não é lendário o suficiente, já que é descendente de Vertamus, o grande herói gales. Um dos criadores do Costelas e Hidromel, ex-engenheiro e atual jornalista/podcaster/escritor. Amante incorrigível de todas e quaisquer mitologias além de qualquer tipo de piada ou clichê. Debutou nos games com um Phantom System, achando que era o videogame original da Nintendo, e se envolveu 100% com este mundo desde então. Fã de qualquer boa história, particularmente de grandes heróis como Link, Ulisses, Hércules e Cuchuláin. Apaixonado por livros, filmes e HQs de toda sorte, escreve contos e viaja brutalmente na maionese tentando consciliar tudo que sabe das diversas mitologias e histórias da cultura pop. Sua gana por saber e ensinar lhe garantiu a fama de reencarnação de Athena nessa era, mesmo sem os longos cabelos roxos e seios fartos. Sua risada alta e fácil mantém os amigos por perto e lhe acarreta os mais diversos apelidos carinhosos (ou nem tanto…) como: Verta, Lendamatti, Saorimatti e até Thiamatti (sua deidade favorita).


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