Análise | Dragon Ball FighterZ: Become the ultimate fighter!

Dragon Ball FighterZ, o jogo de Dragon Ball aguardado desde a década de 80 chegou!

Uma história que dialoga com os fãs

Dragon Ball FighterZ (DBFZ), publicado pela Bandai Namco (Tekken series) e desenvolvido pela Arc System Works (Guilty Gear, BlazBlue), é o lançamento atual de uma franquia cujo primeiro lançamento data de 1986 e se mantém no mercado desde então.

DBFZ contém atualmente referências e personagens de DragonBall Z e DragonBall Super, com uma belíssima apresentação e referências diretas a cenas do anime. As lutas são iluminadas a partir do centro, dando clareza à cena, o que é muito comum em jogos de luta. Desenvolvido com a Unreal Engine, DBFZ traz um visual com a qualidade de Guilty Gear Xrd Series, isso significa personagens com gráficos de anime e especiais com animações empolgantes.

O game possui os modos de jogo local e online, acesso a replays, compra de itens com dinheiro do jogo, modo de treino e etc. Todas as opções estão em um lobby (onde você pode interagir com outros jogadores) que leva o personagem ao mundo de dragonball e inicia muito bem o processo de imersão e caso você tenha preguiça de andar pelo lobby, você pode usar a transmissão instantânea (LT) e ir para onde quiser sem precisar ficar andando.

Dentre os modos de jogo local há o modo Story que, dividido em 3 arcos, revela os fatos por trás do aparecimento da misteriosa Android 21. Esse modo faz uso da narrativa transmidiática, o que permitiria que o episódio da android 21 fosse adicionado ao anime logo após o arco do retorno de Freeza, sem qualquer prejuízo à linha do tempo atual de Dragon Ball Super, caso isso estivesse nos planos da Toei, por exemplo.

Usando a famosa quebra da quarta parede (que é quando o jogador é referenciado diretamente dentro da cena. Uma referência pra você é o filme do DeadPool) o modo Story de DFBZ cria uma interação direta com o fã/jogador. Em diversos momentos os personagens do jogo conversam diretamente com o jogador e isso tende a tornar a aventura mais especial e cria uma valorosa interação entre jogo e jogador.

Confesso que no final da aventura, no momento que o Goku se despede, eu fui atacado pelos ninjas invisíveis cortadores de cebola…

Um problema no modo Story é que você passa muito tempo enfrentando os mesmos tipos de inimigos, isso pode tornar o jogo cansativo em alguns momentos.

Rumo ao título de supremo guerreiro

O jogo conta com a dublagem original nas vozes em inglês e japonês e também é totalmente legendado em português.

A qualidade da dublagem e todos os efeitos sonoros são os mesmos do anime, portanto prepare-se para um showcase de “fan service” do início ao fim enquanto joga.

Quando se trata de referência ao anime, busque as entradas, finalizações dramáticas e as finalizações destrutivas!

Como já mencionado, a iluminação ambiente é feita a partir do centro, facilitando a visualização da luta e o design dos personagens. É possível notar o carinho aplicado a cada elemento que referencia o anime, com animações de primeiro e segundo plano trabalhando juntas para não deixar nada para trás (um bom exemplo é quando refletimos as esferas de ki lançadas pelo oponente, essa esfera é lançada e pode-se ver ela caindo em uma montanha lá no fundo do cenário).

As partidas acontecem em um sistema de “tag” de 3 vs 3, podendo trocar de personagem a qualquer momento. A troca normal acontece segurando o botão de tag e a troca rápida pressionando “para frente” e segurando o botão de tag, essa última podendo ser realizada durante a defesa. E caso você tenha barras de especial suficientes é possível fazer a troca enquanto você aplica o golpe especial do seu personagem, desde que seja um especial que consuma somente uma barra. Nesse último caso o especial que o próximo personagem usará depende da direção que você estiver segurando (se você segurar para “trás” e tiver barras suficientes o próximo personagem aplicará o especial  lvl.3 dele).

O sistema de combos possibilita que jogadores causais e possíveis crianças fãs da série, que não possuem intimidade com jogos de luta, joguem sem grandes preocupações, mas não ignoram o jogador hardcore. Isso significa que embora pareça simples, a jogabilidade possibilita movimentos e combos complexos, de forma a não chatear quem chega agora e quem já é veterano.

Um desafio tem sido as partidas online. O sistema utilizado é o de atraso de frames (Frame Delay) onde a partida acontece com um atraso entre o momento em que o jogador aciona o comando e a exibição da animação. A quantidade de frames é exibida acima do cronômetro durante a partida. O atraso nem sempre é notado se a taxa de atraso for em média 4 ou 5 frames, mas pode atrapalhar caso seja de mais de 10 frames, uma vez que é muito comum utilizarmos a referência visual para o tempo do combo.

Conclusão

Dragon Ball FighterZ é um jogo de luta que inicia sua conversa com os fãs a partir das referências diretas ao anime. Mesmo com os problemas nas partidas online ainda é possível se divertir com o modo Arcade, cuja dificuldade varia em acordo com o seu desempenho nas lutas, garantindo assim o desafio para aqueles que o buscam. O modo Story procura criar intimidade entre os personagens do jogo/anime e os jogadores/fãs e completa a aventura no universo de Dragonball de uma maneira que vários jogos já tentaram mas não conseguiram.


Alan Gerardi

Ingressou no “cyber mundo” dos vídeo games aos 4 anos e jogou muito atari antes de ganhar seu primeiro Master System (lançamento da época). Tem os jogos como sua grande paixão e é atualmente formado em jogos digitais. Viu o lançamento de jogos como DoubleDragon, Altered Beast, Street Fighter II, jogou todos eles e muitos outros. Assistia Street Fighter II Victory, Fly e Dragon Ball no SBT aos sábados de manhã.


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